Vivemos uma era tecnológica, com excelentes computadores, informações para todos os lados e mudanças em grande velocidade. Para empresas que estão iniciando seus projetos ou startups que buscam investidores, a necessidade de informar mais em menos tempo é gigantesca. Com as técnicas do Storytelling isso é facilitado.

A eficiência da linguagem como ferramenta só faz sentido se houver uma conexão entre o locutor e o ouvinte, e só assim a beleza dessa comunicação surte seu efeito. Seja em uma palestra ou quando encontrar um investidor potencial dentro do elevador, sua mensagem tem que ser efetiva.

Se quiser inserir uma ideia na mente das pessoas, ou conseguir um favor, até mesmo um desconto pra visitar o circo com os amigos e ver uma hiena vestida de palhaço saltar para uma bola gigante vermelha enquanto assopra bolas de sabão no ar! A necessidade da linguagem e em saber expressar é tão sublime que aposto que você conseguiu visualizar tal cena em sua mente sem muito esforço e as possibilidades são infinitas. Desde que você, ouvinte, tenha conhecimento de uma série de conceitos já salvos na mente.

Certa vez estava assistindo a um filme e na abertura veio uma voz tenra dizendo “Versão brasileira…”. Automaticamente pronunciava “Herbert Richers” e era como se todos os presentes me olhassem e me entregassem um troféu, o Sabe-Tudo, o Orador do Século. Numa tarde pela casa, liguei a TV e procurei um filme. Na abertura o locutor novamente chamou “Versão brasileira …”, e pro meu descontentamento, pronunciei “Herbert Richers” enquanto o locutor finalizava com “Alamo”. É um fato simples, mas imagine: se me frustrei em errar algo a que estava acostumado, imagine um investidor ou cliente que cedeu seu tempo e ainda não conseguiu entender a mensagem que você quer passar. Temos poucos segundos para entreter aglomerados de pessoas, bem diferente de quando surgiram as primeiras interações: sentados à beira da fogueira, com tempo de sobra para os contos.

Substituímos as fogueiras ao luar por computadores, tocos de madeira por salas aconchegantes, reuniões escuras por elevadores tecnológicos, hangouts e app’s. Nossas histórias apresentam produtos, encanta aquela pessoa interessante ou conquista várias pessoas a partilhar do seu ideal. Os valores presentes nas palavras-chave e a apresentação desse novo mundo para quem lhe assiste permite que aquilo, que antes era somente uma ideia dentro de sua mente, passe a ser comungado por todos ali presentes. Ainda que alguns pensem que já sabem do que se trata, podem ainda descobrir que apenas “sacavam”, que não entendiam o todo.

Ainda que tenha medo de falar em público e dificuldade com palavras que fogem, comece planejando com perguntas simples:

  • O que falo?
  • Por que falo?
  • Com quem falo?
  • Acredito no que falo?

São apenas gatilhos, e não devem ser vistos como regra alguma. Servem somente para se questionar em como se dará a conversa, se terá tempo para aquele exemplo, aquela piada, ou que horas o interlocutor poderá se reunir contigo.

Há uma viagem dentro da comunicação e podemos conduzir outras pessoas a acessar os carrinhos dessa montanha russa e desfrutar dessa jornada mental. Devemos nos atentar na segurança dos trilhos para não descarrilarmos em outros assuntos, na segurança do equipamento e veracidade do conteúdo. Seja responsável por acrescentar aquela pitada de aventura ao trajeto, encante estrategicamente. Do it!